Escola Furacão

Alunos da Escola Furacão no Quênia vivem Natal diferente com a vista do Athletico Paranaense

Créditos: Athletico Paranaense/ONG Endeleza

Desde junho do ano passado, o Athletico Paranaense possui uma Escola Furacão no Quênia, no vilarejo de Mugae, próximo à cidade de Meru. O Rubro-Negro foi o primeiro clube do Brasil a ter uma escola de futebol no continente africano. O projeto tem a parceria da ONG Endeleza.

Neste Natal, os alunos da Escola Furacão no Quênia passaram por momentos inesquecíveis. O projeto social contou com a visita de membros do Athletico Paranaense e da Endeleza. O segundo secretário do Conselho Deliberativo, Roberto Bonnet, o gerente de futebol do CAP, Rafael Andrade, e o presidente da Endeleza, Zé Seleme, estiveram no local.

Logo na chegada da comitiva rubro-negra, os alunos receberam kits especiais do Furacão. Foram distribuídos camisas, bonés e chuteiras. Além disso, os athleticanos do Quênia receberam as máscaras dos jogadores e puderam viver um dia de campões sul-americanos ao lado da medalha do título continental.

Na noite de Natal, mais uma ação especial. Os alunos assistiram, na integra, o duelo entre Athletico Paranaense x Junior Barranquilla, que terminou com o Furacão erguendo a taça da Conmebol Sul-Americana 2018.

“Essa Escola Furacão tem uma função social e, acima de tudo, uma função educacional, com um projeto mais amplo. A nossa internacionalização da marca busca que o Athletico Paranaense seja conhecido não apenas como clube de futebol, mas como uma instituição que vai além das quatro linhas”, revelou Roberto Bonnet. “A nossa preocupação social vai muito além das fronteias”, concluiu.

A Endeleza atua no Quênia desde 2012 e no ano passado ganhou a parceria do Athletico Paranaense para o projeto em Mugae, que fica na região central do Quênia, a cerca de 200 quilômetros da capital Nairóbi.

“Sempre que buscamos fomentar o desenvolvimento local através do potencial que existe aqui, é primordial contar com o apoio de grandes parceiros para enfrentarmos os desafios”, disse Zé Seleme. “Desde que começamos essa parceria, percebemos que as crianças já acreditam mais em si mesmas. Mesmo que não se tornem jogadores, estão sendo formadas e desenvolvidas, adquirindo valores que o futebol possui”, finalizou.

 

Endeleza
Com sede em Curitiba, a ONG Endeleza atua em projetos educacionais no país africano.

A Endeleza, cujo nome significa prosperidade no idioma swahili, surgiu em 2012, a partir de um grupo de jovens curitibanos. Tem o objetivo de promover o desenvolvimento humano e comunitário de comunidades em situação de vulnerabilidade, através de três pilares: a educação, o empoderamento e a sustentabilidade.

Atualmente, as ações se concentram em Buuri, distrito do interior do Quênia, onde cerca da metade da população vive abaixo da linha da pobreza.

A reprodução das fotos é proibida, salvo prévia autorização por escrito do CAP.

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